O chocolate é originário do México e América Central. De lá, o fruto conquistou a Europa e todo o mundo. Seu nome vem de “tchocoatl”, um líquido escuro feito com cacau pelos astecas. As sementes do cacau eram usadas como moeda pelos astecas. Bastavam cem sementes para comprar uma escrava.
Para os Astecas o chocolate era uma fonte de sabedoria espiritual e de energia extraordinária. Devido a estas propriedades era dado aos guerreiros para fortificá-los nas campanhas militares. O chocolate era prensado em tabletes e bolachas em tamanhos práticos para serem levados.
Históricamente, foi Cristovão Colombo quem descobriu o cacau para a Europa, quando de sua quarta viagem ao Novo Mundo, por volta de 1502. Em 1528, Cortez trouxe de volta para a Espanha cacau a as ferramentas necessárias para seu preparo. Com o passar do tempo, os espanhóis começaram a agregar açúcar a outros adoçantes a bebida, tornando-a menos amarga a mais palatável, portanto, ao gosto Europeu.
Mas a verdadeira revolução do chocolate aconteceu cerca de 30 anos depois, quando os holandeses desenvolveram uma prensa hidráulica que pela primeira vez permitia a extração, de um lado, da manteiga de cacau, a do outro a torta, ou massa, de cacau. Esta última era pulverizada para se transformar em pó de cacau, que quando acrescido de sais alcalinos se tornava facilmente dissolúvel em água. Daí ao desenvolvimento de bebidas achocolatadas foi um passo rápido, a em seqüência a mistura com manteiga de cacau fez aparecer os primeiros tabletes de chocolate como os conhecemos hoje.
Tomates
A maioria dos estudiosos em espécies nativas apostam que o tomate é originário do México onde sempre foi muito farta a produção deste fruto. Não há um consenso entre os especialistas. Alguns defendem que os tomates foram introduzidos no mundo através do povo Inca no Peru que cultivavam espécies nativas. Este tomate original se chamava Lycopersicum cerasiforme.
Inicialmente o tomate era tido como venenoso pelos europeus e cultivado apenas para efeitos ornamentais e nos EUA, era tido como veneno e as pessoas morriam de medo dos frutos vermelhos, talvez por uma associação direta com o sangue. Foi temido até o ano de 1830, quando um sujeito chamado Robert Johnson subiu nas escadarias da prefeitura de Salem em New Jersey e comeu um tomate inteiro, para espanto total da platéia que assistia ao macabro ritual de “suicídio”. O povo permaneceu ali, parado por vários minutos esperando que Johnson morresse com o veneno do tomate, mas como isso não aconteceu, as pessoas perceberam que o tomate era um fruto totalmente sem risco e dali em diante o tomate começou a se popularizar nos Estados Unidos.
Quando os tomates chegaram no Velho mundo, ainda não se sabia o que fazer com eles, uma vez que eram muito ácidos para comer como fruta. Foi aí que um chef da corte espanhola chamado Antonio Latine resolveu usar o fruto misturando tomates, cebolas e óleo de oliva para criar um molho. Estava criado o primeiro molho de tomate e daí em diante a popularização do fruto cresceu exponencialmente.
Curiosamente, a palavra “tomato” em inglês deriva de “tomoatl” dos Aztecas. Coincidência?
Tequila
Conhecida no mundo todo, a tequila é um destilado feito a partír do sumo de uma planta chamada “agave tequilana” ou mescal que nasce no deserto do Máexico. A planta é cultivada principalmente no estado de Jalisco, no povoado de Tequila, onde se encontram a maior parte dos fabricantes.
Culinária
A culinária mexicana é uma das mais diversificadas do mundo. Nasceu na mistura do europeu com o ameríndio, apesar de boa parte de seus pratos serem de origem pré-colombiana. As “delicias” mexicanas mais conhecidas são o taco, o burrito, o nacho, a tortilla e o chili. 4
Música
A palavra Mariacchi, que no México designa conjuntos musicais, não tem origem indígena como algumas pessoas supõem. Resultou de um equívoco durante a ocupação francesa do México de 1863 a 1867. Um francês queria conseguir músicos para tocar em um casamento importante. Sem conhecer espanhol, imitou alguém tocando violão, querendo saber se havia algum músico disponível para tocar no “marriage” (casamento, em francês). Os mexicanos entenderam “mariacchi’, e acharam que esse era nome de banda ou orquestra. Assim a palavra acabou se enraizando.
Território
Os estados norte americanos da Califórnia, Arizona, Texas e Novo México foram parte do território mexicano até 1848.
Animais
Originária do México, a raça de cães Chihuahua recebe o mesmo nome da região de Chihuahua.
Religião
Considerada Padroeira do México e das Américas, Nossa Senhora de Guadalupe é a santa mais venerada do país. O dia de Nuestra Señora de Guadalupe, 12 de dezembro, é feriado nacional. As celebrações atraem, todos os anos, mais de um milhão de pessoas. Muitos peregrinos participam das missas e procissões vestidos de palhaços. Existe até uma procissão só de palhaços a Basílica da Virgem de Guadalupe, na capital mexicana.
Datas festivas
Uma das celebrações mais populares do México é o Dia dos Mortos, em 2 de novembro. Ao contrário dos brasileiros, que lembram os mortos com flores, missas e procissões, os mexicanos fazem uma verdadeira festa. As festividades começam em outubro e seguem até a primeira semana de novembro. Os mexicanos oferecem água, flores, velas, guloseimas e todos os bons frutos obtidos durante a ausência do morto. É uma data em que os vivos se aproximam dos mortos e vice-versa. Os túmulos são sempre limpos e decorados com coras de flores. Vendem-se muitos produtos alusivos à morte, quase todos em forma de caveira. As crianças adoram os crânios de açucar. O Dia dos Mortos é de riso e diversão. Dois dos ditados mais populares relativos à data são: “Ao morto o poço e ao vivo o gozo” e “Ao morto a sepultura e ao vivo a travessura”.
Televisão
“Chapolim” é uma espécie de barata comestível. Observe a roupa do personagem do programa. Antenas e uma capa como asas. Não servimos nos nossos cardápios.